segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Na Antiguidade, na Idade Média, No século XXI e no Brasil

Perscrutando-se a história da humanidade no intuito de resgatar os conhecimentos sobre educação especial nos diferentes tempos e momentos vivenciados pelo homem, de imediato nos vem um questionamento: será que na antiguidade e na idade média já havia a preocupação a esse respeito?
Provavelmente o seu primeiro ensaio de resposta esteja certo; nestes dois períodos da nossa história, a educação especial esteve praticamente ausente, sendo que somente na idade média tem início uma ligeira preocupação com as pessoas com algum tipo de deficiência.
Com efeito, o ajustamento de pessoas com deficiência ao convívio social realizou-se de forma muito lenta e exigiu das sociedades de cada época, uma profunda transformação nos modos de vida e no trabalho e tudo dependia dos objetivos que cada sociedade almejava para essas pessoas.
Os estudos a respeito desse assunto tiveram enorme contribuição de quatro grandes personalidades, a saber: KIRK Russel, J.J. GALAGHER, R. K. SASSAKI e ENICÉIA GONÇALVES MENDES, que analisando dados históricos da Europa e da América do Norte, concluíram que os estudos dessa área, para uma melhor compreensibilidade, deveriam ser definidos em quatro estágios: primeiro estágio iniciando na era pré-cristã, segundo nos séculos XVIII e meados do século seguinte, o terceiro ao final do século XIX e meados do seguinte e o quarto estágio ao final do século XX.
O primeiro estágio está literalmente marcado pela negligência, ou seja, uma ausência total de atendimento e os deficientes eram abandonados, perseguidos e eliminados em virtude de suas condições atípicas, sendo que as sociedades dessa fase consideravam essas ações como legítimas.
No segundo estágio já é possível perceber a criação de instituições residenciais com a finalidade de recolher (apartar, segregar) esses indivíduos da sociedade, com o subterfúgio de protegê-los; entretanto, ainda na idade média, os deficientes mentais eram considerados possuídos pelo demônio e eram excluídos dessa apartação. O restante dos deficientes era considerado como portadores de dons e poderes especiais.
O terceiro estágio está marcado pelo desenvolvimento de escolas especiais, ou classes especiais com o intuito de ofertar aos deficientes uma educação apartada das demais pessoas.
No quarto estágio, já ao final do século XX e por volta da década de 70, percebem-se movimentos de integração social em prol de pessoas com deficiência e tinham como interesse integrar esses indivíduos em ambientes escolares para oferecer-lhes uma educação mais próxima possível da ofertada em escolas regulares.
Na segunda metade do século XX, um movimento composto de educadores, pais e grupos de defesa dos direitos humanos começou a ser constituído em nível internacional. Pode-se destacar a Conferência Mundial de Educação Para Todos na Tailândia e a Declaração de Salamanca como dois importantes acontecimentos a favor da Educação Especial dessa época. Na idade média outros eventos históricos influenciaram as sociedades a se preocuparem mais com a necessidade da extensão da educação para todos.
No cenário mundial a prática da integração social teve o seu maior impulso a partir da década de 80, reflexo dos movimentos de luta pelos direitos das pessoas com deficiência; as mudanças sociais, muito embora no campo das intenções, foram se manifestando em diversos setores e contextos.
A Constituição de 1988, em seu Artigo 208, estabeleceu e assegurou a educação para todos, incluindo-se as pessoas com necessidades especiais e em 1996 é publicada outra lei reforçando ainda mais esta conquista. Entretanto, a criação de leis prevê muitas conquistas, mas muitos desses avanços em relação à educação especial acabaram por não sair do papel.
Estabelecendo-se um paralelo acerca de Educação Especial desde a antiguidade clássica até os dias atuais, pode-se afirmar que os progressos em relação ao tema avançaram lenta e paulatinamente e os objetivos reais conquistados devem ser atribuídas apenas às últimas décadas do século anterior e parte do decênio do século vigente.
Apesar das sociedades contemporâneas ostentarem, com orgulho, pessoas com necessidades especiais e ter-lhes devolvido as suas posições naturais no convívio social, nas redes regulares de ensino e no campo de trabalho, ainda há muito a ser feito em prol desses indivíduos nascidos ou tornados com algum tipo de deficiência.

Tomando como fundamento a explanação em sala de aula acerca do tema EDUCAÇÃO ESPECIAL – Antiguidade, Idade Média, Séculos XX , XXI e no Brasil, escolha uma das cinco alternativas abaixo e faça um breve comentário manifestando a sua opinião sobre como o evento mundial (o escolhido) influenciou as sociedades do mundo inteiro a despertar para uma maior preocupação para com as pessoas com necessidades especiais?
a) O fim do período da Inquisição (a igreja em posição de retranca ante a sociedade);
b) O Renascimento;
c) A Revolução Francesa;
d) A Conferência Mundial Sobre Educação para Todos - (cidade de Jontiem – Tailândia), em 1990;
e) A Conferência Mundial Sobre Educação Especial – (cidade de Salamanca, na Espanha), em 1994.

Paulo Ricardo/Lúcio Lima/Simone.

14 comentários:

  1. b) O Renascimento...

    Foi com o Renascimento que o homem encontrou a mudança, onde eram ignoradas e rejeitadas as pessoas com necessidades especiais, e passam a ser então pessoas com direitos e deveres iguais. É no Renascimento também, que começam a surgir os interessados por esse assunto, como o Bauer, que deu a introdução d emétodos de estudo de um surdo-mudo através da escrita e também como o frade Pedro Ponde de Léon, que dedicou-se a educação de 12 crianças surdas e teve mais sucesso, onde publicou o livro "Doctrina para los surdos-mudos" e foi quem iniciou o método de ensinos para surdos - Oralidade.

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  3. A Conferência Mundial Sobre Educação Especial – (cidade de Salamanca, na Espanha), em 1994.
    Na segunda metade do Século XX, um movimento composto por pais, educadores e Grupos de Defesa dos Direitos Humanos, começou a ser constituído em nível Internacional. Destacando-se a Conferência Mundial de Educação para Todos na Tailândia e Declaração de Salamanca como dois importantes acontecimentos a favor da Educação Especial desta época.
    Demorou muito tempo para isto acontecer (é uma pena!) e agora mais do que nunca precisamos correr contra o tempo!
    Ser um educador capacitado é obrigação, não mais um dever de cada professor, precisamos buscar o aperfeiçoamento para o fator chave de “promover o progresso” no sentido de incluir cada vez mais. Acadêmicos de Pedagogia precisam ser treinados para o exercício de sua futura profissão, não só na teoria mas também na prática, é necessário especializar todos profissionais envolvidos com a educação. Juntos, unindo forças, para construirmos um mundo melhor e de maneira mais solidária.
    Que sejam respeitados os direitos das crianças, para que elas vivam felizes, com dignidade, desenvolvendo suas capacidades cognitivas, que não sofram com a exclusão, que sejam reconhecidas na sua essência de simplesmente “serem criança”, que possam sonhar, alcançar seus seus objetivos de vida e que sejam auxiliadas em suas necessidades de forma justa, sem ter que implorar por isto.

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  4. A Conferência de Salamanca, ajudou muito às pessoas a darem mais valor às pessoas com qualquer deficiência.Mesmo que não seja ainda do jeito que deveria ser, pois as pessoas com deficiência ainda sofrem muito com algumas coisas.Como o Paulo disse ainda estamos caminhando em passos lentos, mas já melhorou muito em poucos anos, esperamos que logo tudo isso melhore mais.

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  5. Graziani

    A Declaração de Jomtien na Tailândia sugere uma educação para todos, baseada na igualdade, onde crianças, jovens e adultos têm garantidos seus direitos à cerca da satisfação das necessidades básicas de aprendizagem. A Declaração de Salamanca reafirma a necessidade de garantir s educação para todos, respeitando as dificuldades de cada aluno e suas diferenças, onde profissionais especializados possam atender as necessidades dos alunos com deficiência, em escola regular, notando e desenvolvendo suas habilidades sem que aja qualquer tipo de discrimanação, para que a inclusão possa ser efetivamente garantida a todos os alunos, seja qual for sua limitação, deficiência ou dificuldade de aprendizagem. A partir desses dois eventos a Educação Especial tomou um novo rumo, o rumo da inclusão de todos os alunos, onde os profissionais da educação devem procurar um aperfeiçoamento, para que possam educar seus alunos e perceber suas dificuldades, seus interesses, suas limitações, conforme foi apresentado na Conferência de Salamanca.

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  6. Foi na cidade de Salamanca na Espanha que surgiram novas possibilidades para as pessoas com necessidades especiais, foi um movimento de nível internacional, composto de educadores , grupos em defesa dos direitos humanos e pais que lutavam pela inclusão das pessoas com necessidades especiais em salas de aula regular.Adriane Regio

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  7. Stefanie
    A Declaração de Salamanca é um documento sobre os princípios, a política e a prática da educação para necessidades especiais. Por ele, firma-se a urgência de ações que transformem em realidade uma educação capaz de reconhecer as diferenças, promover a aprendizagem e atender às necessidades de cada criança individualmente
    Ainda recomenda que as escolas se ajustem às necessidades dos alunos quaisquer que sejam suas condições físicas, sociais, e lingüísticas, incluindo aquelas que vivem nas ruas, as que trabalham, as nômades, as de minorias étnicas, culturais e sociais, além das que se desenvolveram à margem da sociedade.
    Essa declaração se utiliza de diversos termos relacionados à inclusão. Entre eles, educação inclusiva, princípio de inclusão, escolaridade inclusiva, políticas educacionais inclusivas, provisão inclusiva às necessidades educacionais especiais, inclusão na educação e no emprego e, também, sociedade inclusiva.

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  8. Ressaltar um só evento como sendo o mais importante não seria possível, pois todos citados são de suma relevância para a situação das pessoas com necessidades especiais perante a sociedade. Mas, vou ressaltar um que considero interessante, como ponto de transição para a forma de tratamento para com estas pessoas, que é o Renascimento. O tratamento das pessoas com necessidades especiais, evidentemente influenciados pela transição das formas de pensar, passando de superstição e hostilidade para compreensão e pena. Inicia-se então, o interesse de educar e reabilitar esses indivíduos, surgindo as primeiras instituições como hospitais e escolas para cegos e surdos.

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  9. Fica difícil escolher uma alternativa, pois todas fazem parte do processo de aceitação dos deficientes na sociedade.
    Mas acredito que o Renascimento foi o primeiro passo para a mudança,nesse momento acontece o interesse pelos deficientes que até então eram excluídos da sociedade.

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  10. Dentre todos escolhi a Conferencia Mundial sobre Educação Especial(Salamanca, Espanha 1994) porque acredito que foi de fato nesse momento crucial para os deficientes, que seus direitos foram assegurados por governantes de vários países.

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  11. “É preciso toda uma aldeia
    para educar uma criança”
    Provérbio africano



    Uma comunidade de aprendizagem é uma comunidade
    humana organizada que constrói um projeto educativo e
    cultural próprio para educar a si própria, suas crianças, seus
    jovens e adultos, graças a um esforço endógeno, cooperativo
    e solidário, baseado em um diagnóstico não apenas de suas
    carências, mas, sobretudo, de suas forças para superar essas
    carências.
    A educação e a aprendizagem não são um fim em si
    mesmas. São condições essenciais para a melhoria da
    qualidade de vida das pessoas e das famílias, para o desenvolvimento
    comunitário e para o desenvolvimento nacional.
    Incorpora também elementos da “visão ampliada da educação básica”
    proposta na Conferência Mundial sobre Educação para Todos
    (Jomtien, março de 1990). Não se apresenta como um modelo
    fechado, limitado ao âmbito local, desvinculado do Estado e
    inclusive pensado como alternativo a este, mas apresenta-se
    expressamente como uma proposta de política educativa,
    centrada em uma estratégia de desenvolvimento e transformação educativa e cultural em nível local, considerando o
    cidadão como protagonista e tendo em vista o desenvolvimento
    local e o desenvolvimento humano.

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  12. Acredito que todos esses eventos históricos contribuíram para o desenvolvimento das pessoas com necessidades especiais, e que todos tenham sido de grande importância. Dentre os que foram citados, creio eu que a Declaração de Salamanca, Conferência Mundial Sobre Necessidades Educativas Especiais(Espanha) em 1994, repercutiu indiscutivelmente em mudanças significativas nas concepções de educação, onde o objetivo era fornecer diretrizes para a formulação e reforma das políticas e sistemas educacionais. Como objetivo específico de discussão, a atenção educacional aos alunos com necessidades educacionais especiais.
    Um movimento internacional onde os países que dele fizeram parte, como o Brasil, declararam uma série de direitos às pessoas com necessidades educacionais especiais, e comprometeram-se em alcansar os objetivos propostos, que visam a transformação dos sistemas de educação em sistemas educacionais inclusivos.

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  13. O ápice foi a declaração de salamanca documento sinalizador de uma nova época na educação de crianças com necessidades especiais em vários países do mundo. agora seus direitos seriam ouvidos, e a sociedade passa a reconhecer seus deveres para com estes.

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  14. epa, eu tenho certeza que comentei aqui, como não vejo mais minha postagem???

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